Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Microcredito bancario


Microcrédito em Portugal criou 745 empregos em oito anos

A Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) já concedeu 640 empréstimos que resultaram na criação de 745 empregos, desde que foi criada em 1999, de acordo com dados divulgados no seu site oficial.

Foram atribuídos 2.794.573 euros de microcrédito e reunidos 115 717 euros no «fundo de garantia» de acordo com dados acumulados, num total de 320 associados da ANDC.

Os montantes atribuídos pelas ANDC variam entre mil e os 5 mil euros, sendo que na Europa os valores variam entre os 500 euros e os 10 mil euros.

A ANDC tem como objectivo conseguir que as pessoas que não têm crédito junto da banca, mas que querem desenvolver uma actividade económica concreta para a qual reúnem condições e capacidades pessoais, possam vir a contrair empréstimos para esse fim junto dos bancos.

O balanço surge no dia em que está em Lisboa Muhammad Yunus, que recebeu o Prémio Nobel da Paz 2006, para dar uma conferência sobre o microcrédito como contributo para a paz. Criador do Banco Gramen, conhecido como o Banco dos Pobres no Bangladesh.

fonte: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

O que é o microcrédito?

O microcrédito, tal como é entendido na Europa, define-se segundo as seguintes características:

Dirige-se aos mais desprotegidos, ou seja, aos social e economicamente excluídos;

Destina-se exclusivamente àqueles que queiram criar o seu próprio emprego ou pequeno negócio;

Trata-se de pequenos montantes (no caso da Região Autónoma dos Açores até ao limite máximo de €15.000).


Crédito para quem?

Uma parte importante dos desempregados e dos desocupados (principalmente mulheres) não encontram resposta no mercado de trabalho. Porque não possuem as qualificações desejadas pelos empregadores, por questões de idade, ou porque vivem em regiões de baixo dinamismo económico.

Contudo, algumas destas pessoas possuem competências ou capacidades produtivas que lhes permitiriam criar o seu próprio posto de trabalho ou uma micro-empresa. E têm ideia do negócio a que gostariam de se dedicar. Outras já iniciaram alguma actividade informal de que retiram conhecimentos e alguns proveitos.

Ao contrário do que se pensa, a experiência em outros países tem demonstrado que os micro-serviços e as pequenas produções criadas por pessoas que o mercado de trabalho não absorve podem ter sucesso e gerar excedentes que permitam pagar os empréstimos contraídos.

Os próprios bancos começam a aceitar que tal seja possível. Tudo depende das capacidades da pessoa em causa, do bom desenho do negócio e do acompanhamento durante os primeiros tempos.

Crédito porquê?

Porque estas pessoas honram os seus compromissos – a experiência demonstra que, mesmo quando enfrentam sérias dificuldades, as pessoas que mudaram de vida por causa de ter recebido um microcrédito fazem tudo para corresponder à confiança que foi depositada nelas.


Porque o crédito dignifica as pessoas não se trata de fomentar a dependência de subsídios, mas de emprestar fundos a pessoas que terão de os reembolsar.


Porque o crédito introduz as pessoas no sistema económico e permite a sua inclusão na sociedade – prepara-as para desenvolverem a sua actividade de forma autónoma.


Porque o crédito é rotativo e reprodutivo ao longo do tempo consegue-se apoiar, em comparação com os subsídios a fundo perdido, mais pessoas com menos fundos.


Porque o crédito resulta das poupanças dos cidadãos e das empresas habitualmente não nos perguntamos em que aplicam os bancos as poupanças que lhes entregamos. Mas, do ponto de vista ético, o microcrédito é, seguramente, uma aplicação da nossa poupança bem mais interessante do que outros tipos de financiamentos.

Adaptado de www.microcredito.com.pt Associação Nacional de Direito ao Crédito.

fonte: http://www.azores.gov.pt


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